domingo, 6 de novembro de 2011

Hay días que no sé lo que me pasa...



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Há dias em que realmente não sei o que se passa, porque parece que tudo anda tão mal. Em alguns dias tudo parece correr bem, tudo parece ser "normal". Em outros, no entanto, a dor de viver cresce desmesuradamente. A canção na qual se ouve "cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é" explica bem esse sentimento. Sim, a dor de viver!



Busco, freneticamente, aplacar toda essa dor, essa confusão aprendendo coisas novas ou tornando novas as coisas velhas, aprendendo a olhar tudo com um novo olhar, lutando contra o que parece ser mais forte que eu. Culinária, artesanato, leituras, animais, conversas, encontros, passeios. Tudo é cuidadosamente avaliado na intenção de fazer do dia uma coisa menos desesperadora, menos angustiante. E, às vezes, até consigo.



Passo longas horas rindo, brincando e concentrada numa nova tarefa, ou numa velha tarefa. Concentrada nos novos olhares sobre as coisas de todo dia. Noutros, porém, por mais que não me dê conta, sou pega presa num passado que nem tenho certeza de ter existido. Ou num presente que deixa de existir, porque não vivido.



As lágrimas misturam-se com a água do banho, ou nas ruas, com a chuva. Molham o travesseiro, aliviam e lançam dúvidas, medos e às vezes esperança.



O difícil equilíbrio! Se houvesse um manual de viver talvez me fosse de grande ajuda. Por outro lado, poderíamos ter experiências genuínas de amor quando seguimos uma cartilha? E o que torna a vida tão terrivelmente profunda - em dores e em alegria - seria esse mesmo amor? O que não nos contam nos preserva ou nos priva?



Há dias como hoje, em que muitas músicas parecem falar para mim, diretamente; em que por mais se tente, não se consegue sair do mesmo lugar.

Um comentário:

  1. Grande Nana.

    Não sei se vc sabe, mas temos um amigo em comum que se refere a vc soletrando seu nome: T.A.T.I..

    Me identifico tanto com vc que nem quero chegar perto. Dois de nós num mesmo tempo/espaço seria muita depressão num mesmo lugar. Complicado tudo isso que vc sente e tudo isso me é tão familiar.

    Tenho 37 anos e busquei por muito tempo remédio pra essas angustias. Resisti preconceituosamente a algumas, mergulhei em outras. Poucas me deram alívio temporário, a maioria só me fez perder tempo e piorar.

    Mas vc, inteligente como é, já deve saber onde quero chegar. Se vc tem acompanhado meu FaceBook e meu Blog deve estar por dentro da tragédia que se abateu sobre a minha vida.

    Decidi, humilhado, entregar minha vida a Jesus Cristo. Sei que isso parece ser loucura, sobre tudo para nós da área de Ciências Sociais. Mas acredite, pra mim foi extremamente difícil. Sou orgulhoso, egoísta, independente, auto-suficiente e me acho culto, inteligente, enfim...

    Tive que passar por cima de muita coisa quando me vi sem alternativa. Não aguentava mais essa sensação de vazio, a vontade de morrer, e por fim a separação da mulher que amo. Ficou impossível.

    Então ou me entregava a Ele ou me matava.

    Estou feliz com minha decisão. Mas é "minha" decisão. Não estou falando em religião, em igreja, em pastor ou padre. Falo de Jesus Cristo. Ele tem me ajudado e me amparado e me transformado. Tudo a Seu tempo.

    Torço por você, estarei orando por você e espero que você encontre "O Caminho" assim como eu encontrei. Nunca é tarde pra ser feliz Tati. Deus te ama.

    Fique à vontade para não publicar esse comentário. Importa que você tenha lido e pense sobre isso.

    Fique com Deus.

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